terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Educadores Sociais Precisam-se


INICIATIVA PARA A INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

O que é?
A INIA é uma iniciativa do Governo que visa a definição de um plano de acção que garanta o respeito pela universalidade dos direitos das crianças. O plano de acção irá definir as grandes linhas estratégicas de intervenção comuns às áreas e sectores, públicos e privados, que convergem para o processo de desenvolvimento e socialização da criança, desde que nasce até atingir a idade adulta. A INIA visa igualmente a mobilização e a construção de uma cultura de cooperação e articulação entre as instituições e a sociedade civil responsáveis e comprometidas com a defesa dos direitos da criança.

Porquê?
A socialização da criança é um processo no qual se cruzam e coexistem diversas áreas e sectores que diariamente projectam a sua actividade sobre este objectivo. A INIA surge pela necessidade de estabelecer uma planificação global e um tronco comum de actuação de forma a garantir critérios homogéneos de acção, rentabilizando recursos e potenciando os melhores resultados.
Com a INIA pretende-se também dar seguimento a instrumentos jurídicos e a medidas de política nacionais relativas às crianças e aos adolescentes, bem como honrar compromissos internacionais do Estado. No primeiro grupo incluem-se nomeadamente a Lei de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo, Lei nº 147/99, de 1 de Setembro; a Lei Tutelar Educativa, Lei nº 166/99, de 14 de Setembro; o Plano Nacional de Acção para Inclusão 2006/08, PNAI – e o Programa do XVII Governo Constitucional.
Os compromissos e Recomendações internacionais de referência neste domínio são entre outros, a Convenção dos Direitos da Criança, aprovada pela Assembleia-geral das Nações Unidas, ratificada por Portugal em 1990; as Recomendações do Comité dos Direitos da Criança, órgão de controlo do respeito pela Convenção dos Direitos da Criança; a Declaração e o Plano de Acção intitulado por “ Um Mundo Digno das Crianças”, aprovados pela Resolução 27/2, de 2002, da Assembleia Geral das Nações Unidas - na Declaração está expresso o compromisso dos Governos de adoptarem planos de acção nacionais eficazes que garantam a os direitos das crianças e assegurem o seu bem-estar, definindo em especial medidas focalizadas nas crianças e adolescentes em risco; o programa do Conselho da Europa, “Construir uma Europa Para e Com as Crianças” (Março 2006), que recomenda aos Estados membros a implementação de medidas e acções que promovam e garantam os direitos das suas crianças; e a declaração de Yokohama, 2001, assinada no Segundo Congresso Mundial contra a Exploração Sexual de Crianças, onde se refere a necessidade dos Estados adoptarem planos nacionais e estratégias de prevenção e combate à exploração sexual das crianças.

A quem dá resposta?
A INIA visa garantir o exercício efectivo da universalidade dos direitos a todas as crianças e adolescentes, durante todo o processo do seu desenvolvimento, abrangendo todas as etapas desde o momento da sua concepção até aos 18 anos.

Como?
Através da adopção de um conjunto de acções e iniciativas específicas para as crianças e adolescentes que respondam às suas necessidades e ao seu bem-estar, a desenvolver de forma coordenada nos diferentes sectores, até 2010.

Com quem?
A concepção e implementação da INIA implica todas as áreas e sectores públicos, a sociedade civil, os cidadãos em geral, as crianças e os adolescentes e os pais e outros cuidadores. Para tanto abre-se um espaço de consulta convocando todos a dar o seu contributo.

Para quê?
Com a implementação da INIA e do plano de acção procuraremos aprofundar e qualificar os serviços e as respostas, nomeadamente ao nível da saúde, educação, formação, cultura, ambiente e segurança, garantindo a todas as crianças, adolescentes e respectivas famílias, residentes em Portugal, o respeito pelos seus direitos fundamentais, sem qualquer discriminação tendo em consideração a ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.

Workshop "Os Direitos das Crianças - Discussão de Casos Práticos"

(clique nas imagens para ampliar)


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008



As queixas de violência doméstica duplicaram nos últimos oito anos, em Portugal. Desde o ano 2000, as denúncias aumentaram cerca de 11%. Uma estatística negra, que indica que 87% das vítimas são mulheres, refere esta terça-feira o Jornal de Notícias.

As queixas feitas à GNR e à PSP revelam que, em Portugal, é em ambiente conjugal que as agressões físicas e psicológicas são mais frequentes. Mas apesar dos números revelarem uma realidade criminosa, as instituições que apoiam as vítimas garantem que estamos longe de saber toda a verdade. De acordo com o Jornal de Notícias, 66% dos casos são ocultados.

Mesmo quando as vítimas assumem os maus-tratos, o caminho é sinuoso. Os agressores não são responsabilizados e as vítimas raramente cumprem os parâmetros de reintegração necessários.

Mais de metade das mulheres que são encaminhadas para casas de acolhimento, pela Linha Nacional de Emergência Social, pedem para voltar para casa e acabam por perdoar os maridos. Em muitos casos é um regresso trágico. Só nos últimos dois anos, contabilizaram-se 50 homicídios.



quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Para mães que não descontaram para a Segurança Social


Governo cria subsídio social de maternidade

Prestação dura quatro meses e é de 325 euros mensais.

As mães que não tiveram uma carreira contributiva, ou seja, que nunca descontaram para a Segurança Social, vão passar a receber na mesma subsídio de maternidade.

A medida foi anunciada pelo primeiro-ministro, José Sócrates, no debate quinzenal que decorre no Parlamento e faz parte de um pacote de três medidas de âmbito social, destinadas a reduzir o risco de pobreza no País.
«O novo subsídio social de maternidade destina-se a mães sem carreira contributiva e por isso sem acesso ao subsídio de maternidade», disse José Sócrates.

A atribuição desta prestação vai estar condicionada aos recursos de que as mães dispuserem, já que a medida se destina apenas às mais carenciadas.

O valor do subsídio, que terá uma duração de quatro meses (após o parto), será de 325 euros mensais.


terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Violência da sociedade com grande contributo para stress pós-traumático


A chefe do Serviço de Psiquiatria do Hospital Militar de Coimbra adiantou à agência Lusa que estudos realizados apontam para uma prevalência de sequelas pós-traumáticas em 10,9 por cento dos antigos combatentes nas ex-colónias e em 7,8 por cento da sociedade portuguesa em geral.Para a especialista, é errado pensar que os distúrbios pós traumáticos estão normalmente associados a ambientes de conflito bélico, embora estas sejam vivências limite mais intensas e constantes. Estão ainda associados à violência nas sociedades modernas, como os maus-tratos em geral, os roubos, a violência doméstica, as catástrofes naturais ou a acontecimentos por acção humana, como incêndios e acidentes de viação.«As pessoas que sofrem certo tipo de acidentes são pessoas com risco acrescido. Os acidentes de viação são marcadamente traumáticos.

Há muita gente com impedimentos psicológicos no seu dia-a-dia», frisou a especialista que, em 2006, organizou um congresso sobre Psiquiatria de Catástrofe, e sexta-feira apresenta em Coimbra um livro que compila contributos dos intervenientes nesse evento.



Luísa Sales realçou que, «felizmente, a maior parte das pessoas não fica com esse tipo de lesões» e consegue lidar com o impacto das próprias vivências traumáticas, sejam as que as vivem directamente, sejam aquelas com que se confrontam reflexamente, como acontece com os bombeiros ou os profissionais de saúde.


«Psiquiatria de Catástrofe - memória do encontro Psiquiatria de Catástrofe e Intervenção na Crise» é uma obra com 430 páginas coordenada por Luísa Sales, que condensa os testemunhos da meia centena de palestrantes nesse evento realizado pelo Hospital de Militar de Coimbra entre 21 e 23 de Setembro de 2006.


«Esta obra é um marco no sentido de que não há nada escrito sobre Psiquiatria de Catástrofe», e é uma reflexão sobre o tema feita por pessoas das áreas mais diversas - militares, jornalistas, autarcas, docentes universitários, psiquiatras, psicólogos, geógrafos, políticos, dirigentes de ONG's e magistrados, referiu a coordenadora.


A intenção - acrescentou - foi reflectir primeiro sobre as ameaças que impendem sobre as sociedades, e depois avaliar como se podem prevenir as crises, como se pode actuar de imediato, e como se pode dar resposta terapêutica.


O stress pós-traumático é uma realidade muito antiga, que começou a chamar a atenção com as consequências do holocausto nazi e com a guerra do Vietname.Luísa Sales adiantou que a nível mundial se estima que mais de 70 por cento da população algum dia seja sujeita a situações de violência susceptíveis de distúrbios pós-traumáticos, mas só três por cento dessas pessoas é que ficam com marcas irreversíveis.


A obra Psiquiatria de Catástrofe é apresentada sexta-feira à tarde na sede da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos. Reúne contributos do Prémio Nobel da Paz Ximenes Belo, do presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, Adriano Vaz Serra, do presidente da AMI, Fernando Nobre, do universitário Adriano Moreira e do Juiz Conselheiro Santos Cabral, entre outros.



Fonte: Lusa/SO

Pós-Graduação


O Instituto Piaget de Gaia abriu uma nova pós-graduação destinada, entre outros, aos Educadores Sociais. Trata-se da primeira edição da pós-graduação em Educação Sexual. Os interessados(as) podem consultar o site da Instituição, ou contactá-la.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Aumento das pensões sociais para 2008


Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social

Nota à imprensa

Foram actualizados os valores das pensões para o ano de 2008, garantindo a manutenção do poder de compra da generalidade (90%) dos pensionistas.


O Governo propôs à Assembleia da República em 2007 regras automáticas de aumento das pensões, tendo como base os valores da inflação e do PIB do ano anterior.Aprovada e Promulgada, esta regra, que faz parte da Lei de Bases da Segurança Social, vem eliminar qualquer discricionariedade de qualquer Governo nos aumentos anuais das pensões, fixando uma regra definitiva de manutenção do poder de compra da grande parte dos pensionistas, ou um aumento real, quando os resultados das duas únicas variáveis o ditem.

Assim e tendo em conta (fonte - INE) uma inflação de 2,4% e um crescimento do PIB de 1,8% em 2007, o aumento das pensões será de:
  • 2,4% - pensões de valor igual ou inferior a 611,12 euros

  • 1,9% - pensões de valor superior a 611,12 euros e inferior ou igual a 2444,46 euros

  • 1,65% - pensões de valor superior a 2444,46 euros

Estes aumentos asseguram, pelo segundo ano, a manutenção do poder de compra de 90% dos pensionistas portugueses, algo que não se verificou em anos anteriores, quando, fruto das regras então existentes, mais de 700 000 pensionistas viram o seu poder de compra diminuir.

  • 2006 - inflação 3,1% - aumento em 2007 - 3,1%

  • 2007 - inflação 2,4% - aumento em 2008 - 2,4%

  • 2008 - inflação - aumento em 2009

Tendo em conta a entrada em vigor desta regra automática de aumento das pensões, o processamento dos novos valores passará a efectuar-se, todos os anos em Janeiro. Assim, como forma de salvaguardar os direitos dos pensionistas, e dando cumprimento ao estipulado no próprio diploma, é definido um acréscimo na actualização equivalente a 2/14 do aumento normal, como forma de compensar o facto deste ser o primeiro ano de aplicação das novas regras em Janeiro e não em Dezembro do ano anterior.


Fonte: Portal do Governo

Imagem: www.arsc.online.pt/.../idoso/saude_do_idoso.jpg